A paleta exacerbada aproxima a pintura de um campo químico, farmacológico: algo entre o terapêutico e o colateral. Assim como o medicamento sustenta o corpo enquanto o afasta de sua condição “natural”, a paisagem da série se apresenta como uma construção mediada, filtrada por um estado de sobrevivência. Não se trata de representar a natureza tal como ela é, mas de elaborar uma experiência em que respirar — ato mínimo e involuntário — torna-se consciente, assistido, quase técnico.
Queda III,
2020
Técnica Mista
70×50 cm

