Onde se situa o corpo diante da paisagem?

A partir dessa pergunta, o artista desenvolve a série Fundos, investigando as tensões entre figura, fundo e corpo. As pinturas operam uma remontagem simultaneamente pictórica e conceitual dessas relações, reconfigurando as fronteiras entre imagem e suporte, humano e natureza.

Nessas obras o corpo se torna parte constitutiva da própria paisagem. Em Tempo, um horizonte desnivelado sugere um arrastamento pela correnteza. Já em Fundo III e Fundo IV, a figura emerge num estado ambíguo, entre imersão e observação, como se habitasse a paisagem ao mesmo tempo em que a testemunha.

Tempo,
2022
Óleo sobre tela
2,20 x 1, 60 m

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